- Ontem fui ao seu encontro novamente. Eu e os meus convidados fomos bem recebidos. A comida estava saborosa, pois acho que foi feita com carinho (ou ao menos com medo da rejeição no primeiro contato). Eu estava lá na mesa como uma pessoa educada, mas ao mesmo tempo inquieta. Por vários momentos me imaginava dentro de um filme de comédia, sendo a figurante da minha própria história.
- Depois de um tempo apresentaram-me a muitas pessoas. "Gente" renomada, "Gente" fofoqueira, "Gente" da política, "Gente" da vizinhança e mais "Gente" de todo jeito. Fiquei por uns minutos analisando o motivo pelo qual me apresentavam sempre por meu nome e um "adjetivo" que eu achava totalmente desnecessário. Primeiro tentei me conformar, pois deveria ser aquela coisa lá de sentir orgulho da pessoa que gosta, mas depois percebi que (além disso -?-) o TER importa bem mais do que o SER para algumas pessoas.
- Abracei com amor, dei um sorriso sem graça e fiz uma breve despedida.
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